A vitória virá

Não somente porque é imprescindível resgatar a soberania do voto popular, preservar a Constituição de 88 e o Estado Democrático de Direito.

Não simplesmente porque é fundamental interditar a ponte para o passado, que traz consigo o fim da política de valorização do salário mínimo, a desvinculação das receitas da educação e saúde, a precarização dos direitos assegurados na CLT, a privatização do patrimônio nacional e a redução de programas como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

Não apenas porque precisamos evitar o fim do combate à corrupção, dando autonomia para que as instituições do Estado brasileiro investiguem, apurem e punam corruptos e corruptores, desde que assegurados o direito à ampla defesa e os pressupostos legais.

Para além de restabelecer o mandato da presisenta Dilma, eleita pela maioria do povo brasileiro e afastada da presidência por 55 senadores, é urgente e necessário impedir a criminalização da política, da esquerda e dos movimentos sociais de uma forma geral, garantindo o direito à livre organização e à livre manifestação.

Em meu voto contra a admissibilidade do impeachment no Senado, fiz uma homenagem aos que lutaram antes de nós. Às vítimas da ditadura, como Anatália Alves e Rubens Lemos. Aos que dedicaram suas vidas à defesa da educação, como Paulo Freire e Darcy Ribeiro.

Somos parte de uma luta históricade gerações e gerações, por isso não vamos fraquejar. A vitória virá, pois lutamos pelo bom e pelo justo, pois estamos do lado certo: o lado da democracia.

Senadora Fátima Bezerra (Artigo publicado na edição impressa do Novo Jornal, em 20.05.2016)

error: Conteúdo protegido para cópia.
Menu e Busca