Agentes da Polícia fazem paralisação

POR TN, 24/12/2018

Agentes da Polícia fazem paralisação

Mariana Ceci
Repórter

A partir desta quarta-feira (26), os policiais civis do Rio Grande do Norte vão paralisar as atividades em todo Estado. Protestando contra os atrasos e a falta de perspectivas para o pagamento dos salários por parte do Governo do Estado, a decisão de paralisar em 100%, dando início à Operação Zero.2, foi aprovada por aclamação em uma assembleia geral que aconteceu nesta segunda-feira (24), na sede do Sindicato dos Policiais Civis do RN (SINPOL/RN). Além dos policiais civis, os servidores do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), realizaram uma manifestação em frente à sede do órgão, no bairro da Ribeira, em Natal, porém sem deliberar sobre uma paralisação das atividades.

Os policiais vão se apresentar na sede da Central de Flagrantes nas primeiras horas da manhã, mas não devem sair nem para o interior, nem para as suas respectivas delegacias. De acordo com o SINPOL, cerca de 60% da categoria ainda não recebeu o décimo-terceiro salário de 2017. Além disso, não há qualquer perspectiva para o pagamento do décimo-terceiro de 2018 e do salário de dezembro.

Há meses alegando falta de recursos para o pagamento dos salários, o Governo anunciou, após ameaças de paralisação por parte da Polícia Militar, na semana passada, o pagamento do décimo-terceiro apenas para os policiais militares. O anúncio provocou revolta em muitos dos servidores estaduais, que há meses estão com os salários atrasados e se veem preteridos pela administração estadual, que constantemente prioriza a categoria dos militares para efetuação dos pagamentos.

“A categoria está bastante revoltada, porque o Governo anunciou o pagamento dos policiais militares e deixou de fora a polícia civil, agentes penitenciários e o Itep, que também compõe a força de segurança do Estado”, afirma o presidente do SINPOL, Nilton Arruda. De acordo com ele, desde a semana passada, o SINPOL tenta, via Secretaria do Estado de Segurança Publica e Defesa Social (Sesed), uma audiência com o governador Robinson Faria (PSD) para debater a situação dos policiais civis. “Não obtivemos qualquer resposta ou indicativo de que seríamos recebidos”, ressalta.

Graças a uma ordem judicial que bloqueou recursos das contas do Governo, o Estado teve que pagar também os delegados de polícia na semana passada. Ficaram de fora os servidores do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), agentes penitenciários, policiais e escrivães da Polícia Civil – além de todas as outras categorias de servidores do Estado que permanecem sem perspectiva de receber o salário.

Essa é a segunda vez que a Polícia Civil realiza a Operação Zero este ano – motivo pelo qual, dessa vez, ela é intitulada Zero.2. A última paralisação geral ocorreu em julho, quando os policiais e escrivães também decidiram paralisar as atividades a fim de cobrar os pagamentos dos salários, que já estavam atrasados na época, e o cumprimento do Termo de Acordo assinado pelo Governador em janeiro, após a Operação Padrão que foi realizada pelas forças de segurança do Estado, e que previa uma série de medidas para reestruturar e dar melhores condições de trabalho aos agentes de segurança do RN. 

error: Conteúdo protegido para cópia.
Menu e Busca