Consignados: “espero que o 13° não seja descontado”, diz servidora que segue sofrendo descontos indevidos

POR SINSP/RN, 16/2/2020

Em outubro, o SINSP contou a história da servidora aposentada Maria Elizabeth Lobato, que recebe um pouco mais de R$ 1.800,00 mensais e que em outubro e novembro não recebeu nenhum centavo do seu salário, pois o governo está debitando as parcelas dos empréstimos consignados dos funcionários, mas não está repassando os valores para os bancos. A situação é gravíssima e está atingindo milhares de pessoas.

Desde a última conversa com dona Maria, a situação não melhorou tanto “agora estou pagando juros para o banco”, informou a servidora que tem parcelas no valor de R$ 491, mas agora em dezembro teve de pagar R$ 545,00.

Maria Elizabeth está doente e o dinheiro está fazendo muita falta. Ela teve dengue e desde então está com a saúde debilitada. “Eu tenho hérnia de disco, agora apresentou uma inflamação no quadril e a médica disse que tenho que fazer fisioterapia e achar no sus é muito difícil de conseguir. Estou com início de osteoporose e tenho que fazer tratamento… Eu sofri uma queda e estou com o joelho doendo”.

A servidora aposentada teme pelos 60% do 13° prometidos para o dia 23 de dezembro: “espero que o 13° não seja descontado, pois vou usar na minha saúde”.

Ela ainda reclama que todo o dia 5 o banco debita ou aprisiona valores superiores a parcela do empréstimo consignado.

Essa é uma clara demonstração da forma como o governo abandonou os servidores à própria sorte no caso dos empréstimos consignados. Abandono ao ponto da própria secretária de Administração aconselhar os servidores a renegociarem suas dúvidas, o que seria uma óbvia obrigação do Estado.

O governo do RN está descontando do salário do trabalhador as prestações dos consignados e deixando de repassar para as instituições financeiras. Com isso, o Estado comete crime e deve ser responsabilizado por apropriação indébita e responder por danos morais.

O SINSP exige uma imediata resolução por parte do governo do Estado. Os servidores mais humildes estão passando fome e não podemos nos calar em meio a omissão do governo!

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