Dulci debate no 9º Congresso do SIGTUR

COM O APOIO DO MOVIMENTO SINDICAL, RESISTIMOS E DERROTAMOS O NEOLIBERALISMO. AGORA É HORA DE AVANÇAR E UNIVERSALIZAR DIREITOS
Republico matéria do site da CUT, 20/04/2010

Em debate com cerca de 100 lideranças sindicais dos cinco continentes no 9º Congresso da Iniciativa do Sul frente à Globalização pelos Direitos dos Trabalhadores (SIGTUR), que a CUT sedia no Hotel Braston, na capital paulista, o ministro Luiz Dulci, chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, defendeu o papel indispensável do sindicalismo na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

* Foto: Luiz Dulci e João Felício
Luiz Dulci e João Felício

“Com o apoio do movimento sindical, resistimos, lutamos para impedir a perda de direitos e derrotamos o neoliberalismo e as pretensões da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Agora, é hora de avançar e universalizar direitos”, defendeu o ministro, enfatizando o papel indispensável dos movimentos sociais no período de ofensiva que se avizinha.

Resgatando a campanha “O Petróleo é Nosso”, da década de 50, Luiz Dulci lembrou que o Brasil tem uma longa tradição de protagonismo político das suas entidades populares, que se fazem cada vez mais presentes para pressionar pelo aprofundamento das mudanças. De acordo com o ministro, as mobilizações “foram, são e serão fundamentais” no combate à reação conservadora, que vê numa maior democratização da sociedade uma ameaça para os seus privilégios, pois põe em xeque a brutal concentração de renda ainda existente.

“Foram as grandes mobilizações populares que enfrentaram as multinacionais que compravam a imprensa para dizer que não havia petróleo no Brasil. Ora, se não havia petróleo, não existia necessidade de uma empresa de petróleo. Hoje, devido àquela campanha histórica, temos a Petrobrás e o pré-sal. Agora, a mobilização é para apontar o que fazer com esta riqueza, onde aplicar este dinheiro”, declarou.

Conforme o secretário geral da Presidência, o estabelecimento de uma nova relação do Estado com a sociedade foi decisiva para que o Brasil enfrentasse e superasse a crise soprada desde os países centrais do capitalismo. “Aqui, os principais órgãos de imprensa, seus economistas, articulistas e formadores de opinião defendiam que o governo aplicasse aquela terapia clássica do FMI e aceitasse a recessão. Afinal, em crises análogas, o caminho era sempre elevar juros, reduzir investimentos, arrochar salário e diminuir o consumo, deprimir a economia até que o capitalismo internacional tivesse um novo ciclo de crescimento. Diante do comportamento do presidente Lula de negociar com o movimento sindical um outro caminho, a direita dizia que era uma irresponsabilidade, uma insensatez, uma loucura. Como pensar em manter o desenvolvimento se o mundo estava em recessão? No auge da crise, o governo fez duas reuniões com o movimento sindical, não só para debater salário e emprego, mas para discutir a política macroeconômica, como fez com os empresários. E fizemos de tudo para manter o crédito e o investimento produtivo. Não aceitamos a lógica recessiva que os neoliberais do Brasil e de fora queriam nos impor, ficando evidente a importância do setor estatal, do empreendimento público. Porque naquele momento os bancos privados cortaram o crédito e não havia nem capital de giro. Se o Brasil não parou foi porque os bancos públicos sustentaram o financiamento”, enfatizou Dulci.

Na avaliação do ministro, no cenário eleitoral que se avizinha, de intensa disputa ideológica contra os conservadores, mais do que nunca é imprescindível a participação dos sindicalistas, para corrigir os erros, consolidar os acertos e seguir em frente. “A melhor maneira de preservar as conquistas é avançar”, sublinhou.

O secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, agradeceu a participação do ministro e lembrou a postura firme e altiva de Dulci em solidariedade a Cuba contra a campanha de difamação patrocinada pelo imperialismo, de defesa do fechamento da prisão de Guantânamo, de apoio à causa palestina, e sua atuação contra os golpes na Venezuela e em Honduras, entre outras importantes demonstrações de compromisso com a causa da liberdade dos povos.

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