Em moção dura, parlamentares britânicos se dizem alarmados com eleição de Bolsonaro, citam papel de Moro e pedem Lula livre; leia íntegra

POR Vi o Mundo, 25/11/2018

Parlamentares britânicos pedem Lula livre e se mostram “alarmados” com eleição de Bolsonaro

PT na Câmara

Integrantes do Parlamento inglês assinam moção em que se dizem “alarmados” com a eleição do candidato de “extrema direita Jair Bolsonaro como presidente do Brasil”.

A manifestação dos parlamentares britânicos aponta a perseguição e caráter político da prisão do ex-presidente Lula.

Segundo a moção, Lula era o favorito para vencer a eleição presidencial até ser preso e impedido pelo juiz Sérgio Moro.

Ao mesmo tempo, o documento assinado por 10 parlamentares ingleses conclama pela liberdade Luiz Inácio Lula da Silva.

Assinam a moção: Jonathan Edwards, Kelvin Hopkins, Clive Lewis, Ian Mearns, Grahame Morris, Lloyd Russell-Moyle, Liz Saville Roberts, Dennis Skinner, Christopher Stephens e Chris Williamson.

Para o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), esse documento é sinônimo de solidariedade e reconhecimento da inocência do ex-presidente Lula.

“A solidariedade ao ex-presidente Lula aumenta a cada dia e no mundo inteiro reconhecem a sua condição de preso político e vítima de uma perseguição política absurda por parte de alguns setores do Judiciário e do Ministério Público”, destacou.

Pimenta lembrou que recentemente a Prefeitura de Barcelona fez uma declaração institucional pela liberdade do ex-presidente.

“Todas as semanas recebemos manifestações de apoio enviadas por ex-chefes de Estado e esta semana temos esta moção dos parlamentares britânicos, que é muito importante por ser um dos parlamentos mais antigos e respeitados do mundo”, observou.

“Vamos seguir na luta até conseguirmos a liberdade daquele que é o maior presidente da história do Brasil”, conclamou o líder petista.

Abaixo, a íntegra da nota:

Que esta Câmara está alarmada com a eleição do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro como presidente do Brasil; observa seu apoio à ex-ditadura no Brasil e seus comentários de que deveria ter matado dezenas de milhares de pessoas a mais; observa ainda as suas declarações a favor da tortura e das execuções extrajudiciais por parte da polícia; manifesta sua profunda preocupação com as recentes declarações de um expurgo de rivais políticos em uma limpeza como nunca vista na história do Brasil; rejeita suas observações ameaçadoras contra as organizações da classe trabalhadora, as mulheres, a grande população negra do Brasil, os sem-teto, a comunidade LGBT e as organizações não-governamentais; observa que o ex-presidente Lula era o favorito para vencer a eleição presidencial até ser preso e impedido de participar de uma ação condenada pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU; observa que o juiz Moro, que realizou a investigação sobre Lula, aceitou, desde a eleição, a indicação de Bolsonaro para ser ministro da Justiça do Brasil; pede a libertação de Lula; e expressa seu apoio aos brasileiros que defendem a democracia, os direitos humanos e o progresso social.

A moção original no site do Parlamento britânico está abaixo:

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