Gestão Democrática

COMUNIDADE DA ESCOLA ESTADUAL TIRADENTES COBRA REALIZAÇÃO DE ELEIÇÃO PARA DIRETOR E VICE-DIRETOR DA ESCOLA

Em visita a Escola Estadual Tiradentes hoje (06) encontramos uma insatisfação muito grande na escola em virtude da não realização da eleição para a escolha dos gestores da escola.

Lá nós conversamos com alguns profissionais da educação.

Passamos agora a socialização dessa conversa:

Para a professora XXXXX ( não quis se identificar), a 1º DIRED chegou na escola informando que se não houvesse candidato as eleições democráticas aqui na escola a atual direção permanecia no cargo.

Esse foi o motivo pelo qual não houve chapa nessa escola e não houve eleição. Por que haviam prometido a permanência dela no cargo. Esse foi o motivo que fez com que a chapa que tinha sido organizada ela foi desfeita. O motivo de não termos realizado eleição nessa escola foi esse.

Esse ano foi informado que essa escola teria que realizar eleição para a escolha de diretor e vice-diretor da escola, por que senão a SEEC enviaria uma intervenção para a escola e ai seria enviada uma outra pessoa de fora da escola para atuar como diretor da escola.
Por esse motivo nós queremos esclarecimentos da SEEC. Por que nós não iremos aceitar intervenção na nossa escola. Nós estamos surpresos não encontrarmos a EE Tiradentes fazendo parte da relação das 27 escolas que realizaram eleições agora no mês de maio.

Já Romeika Cristina, professora de Matemática da Escola Estadual Tiradentes. Quando em 2009 foi deflagrado o processo de escolha de diretor e vice-diretor das escolas estaduais, nós organizamos uma chapa para concorrer a eleição. Tínhamos apenas uma chapa construída dentro de um consenso.

Foi solicitado então que se retirasse essa chapa por que se não acontecesse eleição a atual direção permaneceria no cargo. Ao acessar o jornal eletrônico da Tribuna do Norte, a gente viu que na relação das vinte e sete escolas que realizarão eleições agora no mês de maio não constava o nome da Escola Estadual Tiradentes. Não conseguimos entender os motivos pelos quais a nossa escola ficou de fora.

Nós começamos a organizar a escola para o processo de escolha da direção da escola. Não iremos aceitar de forma nenhuma uma intervenção dentro da escola. Hoje na escola já existe uma chapa constituída. Para nossa surpresa quando fomos comunicar a direção da escola que tínhamos tomado conhecimento da realização das eleições em vinte e sete escolas da rede estadual de ensino e que nós estávamos organizando uma chapa a atual direção da escola agiu como se quisesse intimidar os componentes da chapa que está se organizando na escola.

Nós não podemos deixar o processo da gestão democrática morrer. A atual direção da escola já encerrou o seu mandato, já mostraram o seu trabalho e nós temos que dá oportunidade para que outras pessoas mostrem também que sabem administrar a escola.
Hoje nós estamos inquietos com a forma como a atual direção da escola lida conosco. A gestão instituída na nossa escola não é democrática, ela é geralmente instituída de cima para baixo. Quando propõe algo diferente não é aceito.

Nós temos presenciado muitos conflitos dentro da sala dos professores quando nós discordamos das colegas que estão nesse momento na gestão da escola. Isso é bem vivo no turno matutino, não sei como se dá a relação da direção com os funcionários da escola nos outros turnos. Eu trabalho também na Escola Municipal Mario Lira, onde lá a gestão é bastante participativa. Na escola do município vivemos a gestão democrática, na EE Tiradentes não.

Para essa reportagem contamos com a colaboração dos diretores do SINTE Anselmo Pamplona, Franci Gomes e Larrúbia Tavares.

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