Pochmann: Por que a mídia esconde a saída recorde de dólares, que só foi pior quando FHC quebrou o Brasil?

POR Vi o Mundo, 04/01/2020

Da Redação

Depois de atingir o número recorde de U$ 390 bilhões, durante o governo Bolsonaro, as reservas do Brasil cairam para U$ 365 bilhões em seis meses.

Enquanto recebe palmas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que quebrou o Brasil durante sua gestão, Paulo Guedes torra dólares para segurar o câmbio.

Para o economista Marcio Pochmann, a mídia adepta do plano econômico bolsonarista — com milícias, com tudo — teve uma crise de amnésia em relação à fuga recorde de dólares em dezembro.

De janeiro a novembro de 2019, U$ 27 bi haviam fugido do Brasil.

De acordo com a Reuters, “no acumulado de 2019 até dia 27 de dezembro, o fluxo cambial mostrou déficit de US$ 43,253 bilhões, de longe superando o pior resultado anual até então: saída de US$ 16,182 bilhões em 1999”.

Apesar do viés positivo da cobertura econômica desde que Bolsonaro tomou posse, especialmente na Globo, Pochmann vem disparando dardos de alerta nas redes sociais:

por Marcio Pochmann, no twitter

Sob o argumento de reduzir custos do Estado, o governo Bolsonaro proibe concursos e extingue 27,5 mil cargos públicos.

Em breve, o país tomará conhecimento de seus efeitos na piora da saúde com o desaparecimento de agentes de saúde e guardas de endemia, entre outros problemas.

Brasil no rumo do século 19, confirma o ministério da Economia que em 2019, o Brasil teve mais produtos básicos (baixo valor agregado, como minerais, frutas, grãos e carnes) exportados que manufaturados.

Foi a 1° que isso aconteceu desde 1980.

Governo curupira, caminha para trás.

Na retórica neoliberal, as reformas realizadas elevariam a confiança dos endinheirados que trariam seus recursos externos para investir e fazer a economia crescer.

Está ocorrendo justamente o inverso, com debandada inédita de dólares do país.

Cadê a autocrítica?

Por que a mídia esconde saída recorde de dólares em dezembro, que faz de 2019 o ano de maior fuga de capitais desde 1982, segundo o Bacen.

O déficit cambial só foi maior em 1999, quando FHC quebrou o Brasil e foi ao FMI.

Sem a herança petista da reserva externa, o FMI retornaria.

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