Presidente da CUT discute com Ayres Britto pauta dos servidores do Judiciário

Republico matéria do site da CUT, 31/07

A CUT vai usar os canais de interlocução que tem no governo para cobrar uma rápida posição do Ministério do Planejamento, disse Vagner

Escrito por: Marize Muniz

Além de ministros do Supremo Tribunal Federal, os representantes dos trabalhadores do Judiciário têm de participar das negociações com o governo para discutir a pauta de reivindicação dos servidores. Este, segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, é um elemento essencial para a solução de conflitos e acordos em campanhas salariais.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (30), durante reunião que Vagner teve com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, para discutir as reivindicações dos servidores do Judiciário e Ministério Público da União.

Segundo Vagner, “o ministro comunga com a pautas dos servidores” e entendeu, inclusive, quando foi comunicado pelo coordenador geral da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União, José Carlos de Oliveira, e pelo coordenador de Administração e Finanças do Sindjus-DF, Jailton Assis, que a categoria vai entrar em greve a partir do dia 1º de agosto.

“O que pedimos ao ministro foi espaço com o governo para uma interlocução com representantes da categoria”, disse Vagner.

O dirigente disse, ainda, que a CUT vai utilizar os canais de interlocução que tem no governo para cobrar do Ministério do Planejamento uma posição quanto à pauta de reivindicação dos servidores do Judiciário.

Segundo Oliveira, a deliberação pela greve, tomada no dia 23 de junho, vale apenas para o pessoal do Judiciário, ou seja, quem trabalha nos Tribunais de Justiça, Superiores e Eleitorais. Em Brasília, os cerca de 20 mil servidores do Judiciário decidiram parar a partir do dia 1º. Em São Paulo e no Mato Grosso, a greve começa no dia 8.

“O objetivo é que até 15 de agosto, todos os funcionários do Judiciário estejam em greve. A classe solicita um aumento médio de 32,48% nos gastos de pessoal da Justiça”, ressaltou Oliveira.

Até 15 de agosto, todos os funcionários do Judiciário devem estar em greve, segundo Assis. “A classe solicita um aumento médio de 32,48% nos gastos de pessoal da Justiça”, ressaltou.

Os sindicalistas pediram ao presidente do STF que ele fale com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, sobre a importância de iniciar rapidamente uma negociação salarial. A proposta orçamentária do Judiciário deve ser enviada até 15 de agosto para o Executivo. O governo, por outro lado, tem até o final do mês para encaminhar o Orçamento de 2013 para o Congresso.

O ministro Carlos Ayres Britto, informou aos sindicalistas que o Poder Judiciário deve encaminhar um pedido de aumento médio de 56% nos salários pedidos pelos servidores dentro de sua proposta orçamentária global até o dia 15 de agosto.

O Judiciário tem até essa data para enviar o documento à Secretaria de Orçamento Federal (SOF) do Ministério do Planejamento. A proposta deve ser consolidada até 31 de agosto como lei orçamentária a ser enviada ao Congresso.

O presidente da CUT expressou ao ministro sua preocupação com o congelamento dos salários e sobre a necessidade da negociação ser iniciada antes que se percam os prazos.

“O orçamento está quase pronto e se não agirmos rapidamente os salários continuarão congelados, como já estão desde 2006. Muito nos preocupa o fato do governo não apresentar uma proposta nem para recomposição do poder de compra dos trabalhadores. O governo é obrigado a repor as perdas”, concluiu Vagner.

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