Reabertura das atividades comerciais no RN exigirá bioprevenção

POR Tribuna do Norte, 14/06/2020

Pelo Brasil, maioria dos shoppings centers que voltou a funcionar ao longo da semana passada redobrou o cuidado com a checagem de temperatura dos clientes

Mesmo com a vigência das medidas restritivas, parte das empresas que atuam entre os serviços essenciais continua funcionando, e diante da possibilidade de início da retomada gradual das atividades econômicas no Rio Grande do Norte no próximo dia 17 de junho, os empreendimentos terão de adotar uma forma de atendimento, que incorpore as principais normas de bioprevenção e saúde. Para ajudar os pequenos negócios que já operam ou que voltarão a funcionar dentro desses padrões, o Sebrae no Rio Grande do Norte, em parceria com o Governo do Estado, através do Programa RN Mais Saudável, lançaram a campanha intitulada ‘Reinicie’. 

A campanha visa dar suporte aos empresários que estão operando ou aqueles que ainda vão retomar as atividades, considerando os decretos governamentais vigentes, mas que não sabem como implantar tais regras de bioprevenção na rotina do negócio. A iniciativa traz todo um arcabouço de suporte para implantar essas práticas de prevenção ao novo coronavírus no ambiente das empresas, visando a segurança e proteção tanto dos clientes quanto de funcionários, fornecedores e do próprio empresário. 

De acordo com a gerente da Unidade de Desenvolvimento Setorial do Sebrae-RN, Lorena Roosevelt, a campanha terá um portfólio de ferramentas, que envolvem cinco consultorias tecnológicas, tendo como eixo central a bioprevenção. O pacote engloba consultoria de boas práticas de higiene para o varejo, acesso a mercado e planejamento de negócios.
“Essas soluções foram selecionadas para dar subsídios efetivos neste momento de possível retomada da atividade econômica. É importante que o empreendedor incorpore essas práticas na rotina do negócio e comunique esse posicionamento para seus clientes como diferencial competitivo”, diz Lorena Roosevelt sobre o propósito da campanha.

A campanha ‘Reinicie’ também terá outras ferramentas, como cartilhas nas áreas de comércio, serviços, indústria e agronegócios, que serão disponibilizadas para download. O suporte envolve também vídeos explicativos, oficinas, palestras e orientações técnicas.  “A ideia é garantir um ambiente de difusão de informações, fazendo com que chegue a todos os recantos onde haja um empreendedor no Rio Grande do Norte, do campo ou da cidade. As informações  precisam chegar de maneira simples, rápida e efetiva para que se transformem em ações práticas, que garantam a presença do cliente nas lojas”, ressalta a gerente.Protocolos 
Ao todo, foram elaborados 35 documentos para 47 segmentos setoriais, que correspondem a 75% dos pequenos negócios do Brasil e são responsáveis por 46% dos empregos gerados no País. Os protocolos poderão ser acessados diretamente pelos donos de pequenos negócios em uma página específica no Portal Sebrae de acordo com o segmento de atividade.

Durante apresentação da iniciativa, em coletiva de imprensa online, semana passada, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, destacou a parceria da ação com o Ministério da Economia, por meio da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec). “Apresentamos um documento completo com respaldo de diversas entidades dos setores, para atender a uma demanda do governo federal e dos empresários que precisam saber, com clareza, quais orientações devem seguir para a retomada dos seus negócios”, ressaltou.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, reconheceu o esforço do Sebrae para apoiar os donos dos pequenos negócios durante a pandemia. “Esse trabalho do Sebrae tem o potencial de ajudar milhões de micro e pequenas empresas, com a capilaridade da instituição, com conhecimento sólido e técnico, para que também não se multipliquem milhares de protocolos pelo país”, explicou.

Para o diretor técnico do Sebrae, Bruno Quick, além de um conteúdo construído com base em orientações técnicas, os protocolos de retomada também contribuem para que toda a sociedade possa reconhecer os pequenos negócios que estão comprometidos com a segurança e saúde da população. “A palavra-chave é cuidado. Mais do que orientação, nós estamos buscando instrumentalizar as empresas de como implementar as medidas recomendadas e também possibilitar que os clientes conheçam os protocolos para verificar e reconhecer a pequena empresa que tem o cuidado para a reabertura”, destacou. O diretor explicou que as micro e pequenas empresas, com orientação do Sebrae, vão disponibilizar um QR Code para os clientes, que possibilitará a checagem das medidas implementadas nos estabelecimentos.Crédito para os pequenos negócios
Durante a coletiva, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, também destacou que uma outra preocupação do governo é oferecer acesso a crédito às micro e pequenas empresas. Segundo ele, com o processo de regulamentação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), já finalizado na semana passada, em breve os donos dos pequenos negócios terão acesso facilitado de crédito nas instituições financeiras. “Já repassamos os recursos por meio do Fundo Garantidor e agora estamos em contato diário com os bancos para que esse dinheiro seja liberado o mais breve possível. Para terem uma ideia, um produto bancário como esse demora em média de seis a oito meses para ser lançado, mas os bancos já estão fazendo as modificações necessárias em seus sistemas”, contou.

O diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Eduardo Diogo, ressaltou o empenho do Sebrae para apoiar os empresários durante a crise e destacou os resultados positivos entre a parceria da instituição com a Caixa, por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe).  “Já alcançamos a marca de R$ 1 bilhão injetados na veia do caixa dos pequenos negócios, com a celebração de 12.682 contratos, gerando um valor médio de operação em torno de 78 mil”, destacou.

Linhas 

O Sebrae divulgou semana passada, o décimo primeiro levantamento de linhas de crédito. O mapeamento identificou que os pequenos negócios no Brasil já contam com 168 linhas de crédito específicas, nesse momento da pandemia do coronavírus. O número integra o relatório semanal feito pela instituição desde março, e que vem monitorando notícias e ações das instituições financeiras em todo o país, voltadas aos donos de micro e pequenas empresas para o enfrentamento dos efeitos da crise econômica.
De acordo com o analista de serviços financeiros do Sebrae, Weniston de Andrade Abreu, esse seria o primeiro passo. “Esse é um indicador de que as instituições financeiras estão mais atentas à importância do crédito para a sobrevivência dos pequenos negócios, neste momento de superação de uma pandemia. Com as linhas ofertadas, agora precisamos avançar no quesito agilidade e na redução das exigências, fatores que distanciam os recursos das empresas que precisam de capital de giro – utilizados para aquisição de insumos, pagamentos”, explicou.

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Desde o início da coleta das informações, em 27 de março, o Sebrae registrou um crescimento de 363% do número de linhas de crédito oferecidas pelas instituições financeiras oficiais, regionais, privadas e cooperativas de crédito. No primeiro levantamento, foram verificadas 33 ofertas de crédito específicas para pequenas empresas. O trabalho é feito pela Unidade de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae, com o apoio das equipes das unidades estaduais do Sistema Sebrae.

Pelo histórico do Sebrae, desde março, o número de linhas passou de 33 para as atuais 168. As pesquisas do Sebrae começaram a ser feitas desde o início das medidas anunciadas pelas autoridades públicas para conter a pandemia do coronavírus. 

O empreendedor também pode contar com o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), do Sebrae, que complementa garantias nas operações de crédito contratadas pelos pequenos negócios. A recomendação é que o empresário consulte o gerente de sua instituição financeira sobre a oferta de linhas de crédito e confirme se a instituição é conveniada ao Sebrae. O Fampe hoje é operacionalizado por 12 instituições financeiras; dentre elas, Caixa, Banco do Brasil e Santander.

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