Sucesso do novo plano da educação passa pela formação dos professores, avalia especialista

Entre as questões centrais do PNE estão a formação, remuneração e carreira dos professores

O PNE (Plano Nacional de Educação) que foi aprovado nesta semana, após quase quatro anos de tramitação no Congresso Nacional, estabelece 20 metas que devem ser cumpridas até 2020.

Na avaliação Francisca Paris, diretora de serviços educacionais da Saraiva, as metas que pretendem alterar a realidade das escolas são claras, possíveis e tangíveis desde que haja políticas públicas consistentes e contínuas e investimento na formação e valorização do quadro de professores.

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Entre as questões centrais do PNE estão a formação, a remuneração e planos de carreira dos professores, essenciais para o cumprimento das demais metas.

— Por essa razão, o texto do PNE determina que até o sexto ano de vigência o salário dos professores da educação básica seja equiparado ao rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

 De acordo com um levantamento feito pelo Movimento Todos pela Educação, será necessário aumentar os salários em 50% para chegar à média de R$ 3,6 mil mensais daqueles com formação análoga.

— A questão da valorização do magistério é essencial para que os professores possam realizar suas tarefas com dignidade. É evidente que apenas oferecer um salário maior não irá comprometê-los nem qualificá-los, mas é imprescindível que haja políticas de ampliação das remunerações.

Entre as principais metas do plano está a indicação que 50% dos professores da educação básica sejam formados em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, além de propiciar a garantia de formação continuada a todos. Segundo o mesmo levantamento feito pela entidade, até 2012, 29% dos professores tinham pós-graduação.

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Outros 21,9% sequer tinham ensino superior completo. “Tal meta é muito significativa, uma vez que um dos problemas fundamentais da educação básica está diretamente relacionado à formação dos professores. Sem educação continuada, eles estão enfrentando, solitariamente, situações complexas de ensino e aprendizagem, bem como de gestão da sala de aula e de conflitos”, explica a especialista.

As atividades pedagógicas precisam ser realizadas por profissionais bem formados, que não podem ser substituídos por pessoas que tenham apenas boa vontade de ensinar, por mais bem intencionadas que sejam.

Francisca conclui frisando que a realidade da escola possa ser mudada se, sobretudo, as metas propostas estiverem apoiadas na confiança, na ação e no empenho dos professores. “Se eles não acreditarem na força e na seriedade das políticas educacionais e não as efetivarem no contexto das escolas, o PNE será apenas mais um plano bem intencionado, porém ineficaz”.

Fonte: R7 notícas

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