Tania Bacelar, economista: “Peso da administração pública no RN funcionou como colchão que amortizou crise”

POR TN, 20/08/2020

Créditos foto de capa: Divulgação

A economista Tania Bacelar, da Ceplan Consultoria, sediada em Recife (PE) afirma que, durante o período de maior restrição das atividades econômicas, o forte peso da administração pública, no Rio Grande do Norte, “funcionou como um colchão amortizador da crise econômica”. 

Os estados que tinham um setor público com maior peso na economia forem menos impactados negativamente, reagiu melhor”, afirma a pesquisadora. E acrescenta: “a massa de rendimento gerada pela educação pública, saúde pública, defesa, enfim, pelo setor público, é muito alta para o tamanho da economia do Rio Grande do Norte e isso foi um colchão de amortecimento da crise. O Nordeste como um todo, o Recife e sua região metropolitana, também têm uma participação muito alta do setor público na massa de rendimento e isso foi um dos atenuantes da crise”.

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Ao falar sobre recuperação das atividades econômicas com o fim das restrições ela afirma que “não basta só olhar a pandemia, é preciso ampliar o foco”. “Mudanças já aconteciam no mercado de trabalho, independente da pandemia, o mundo do trabalho já seria diferente em 2021, mas a pandemia acelerou. Eu sugiro que os estados busquem seus ativos estratégicos, potenciais, parra que possam alavancar a economia e estimular emprego”, destaca. 

Para Tania Bacelar, a recuperação da economia será “lenta e gradual, acompanhando, pelo lado da demanda, a reabertura gradual da economia e, pelo lado da oferta, com o medo do contágio, determinando decisões de quando, onde e como buscar emprego”. Retomar o crescimento da economia, diz ela, implica em investimentos públicos, quando possível sob novas formas de financiamento. “É caminho natural pois significa construir infraestrutura econômica e social, com significativos impactos diretos e indiretos sobre a demanda por trabalho”, diz. 

“É preciso olhar para o curto prazo, segurar a renda emergencial, começar no curto prazo, identificando novas estratégias e oportunidades que possam impactar. É preciso construir uma agenda de médio prazo, com foco no emprego, uma variável estratégica da retomada e crescimento”, sugere a economista. 

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