“Toda vez que vou ao banco falam que a governadora não está repassando os consignados” conta servidora aposentada

POR SINSP/RN, 16/10/2020

Como noticiamos nessa semana, o governo está debitando as parcelas dos empréstimos consignados dos servidores, mas não está repassando os valores para os bancos. A situação é gravíssima e está atingindo milhares de pessoas. São servidores humildes, que necessitam muito de cada centavo de seus salários e estão vendo os bancos cobrarem em dobro seus empréstimos, e ainda com juros altíssimos.

Em Mossoró conversamos com uma servidora aposentada há três anos que está sofrendo com os recorrentes débitos indevidos do Banco do Brasil. Doente, sem ter dinheiro para se tratar, a aposentada chora ao contar os detalhes de sua saúde.

“Eu tenho que retornar essa semana ao médico pra nova consulta, pois tinha feito uns exames e tinha dado alterações, a doutora pediu pra voltar com 30 dias e levar novos exames. Eu não fui porque não tenho dinheiro pra pagar. Fora isso tem os R$ 200 da consulta e os remédios que eu tomo”, contou a servidora aposentada pelo Estado.

A aposentada continuou: “Eu tive dengue muito forte e depois dela nunca mais tive saúde. Eu tenho hérnia de disco, agora apresentou uma inflamação no quadril e a médica disse que tenho que fazer fisioterapia e achar no sus é muito difícil de conseguir. Estou com início de osteoporose e tenho que fazer tratamento… Eu sofri uma queda e estou com o joelho doendo”

Essa é uma clara demonstração da forma como o governo abandonou os servidores à própria sorte no caso dos empréstimos consignados. Abandono ao ponto da própria secretária de Administração aconselhar os servidores a renegociarem suas dúvidas, o que seria uma óbvia obrigação do Estado.

A servidora aposentada de Mossoró, que é um exemplo do abandono do governo, recebe um pouco mais de R$ 1.800,00 mensais e “quando chega o dia 15, o banco debita R$ 500 e tanto da minha conta e só esse mês foi R$ 723,00 e já tem programado pra hoje R$ 829,00”. A aposentada foi debitada duas vezes em outubro, e o valor subiu drasticamente, sendo cobrados altos juros dos meses não pagos pelo governo do estado.

“Tá difícil porque eu estava com meus compromissos do dia 15, que é quando eu recebo o dinheiro do Estado, estou com conta de água atrasada, luz, precisando retornar ao médico para pegar receitas e sem ter dinheiro para pagar.”.

Por fim, a aposentada disse que “toda vez que vou ao banco só falam que a governadora não está repassando os consignados. Isso é péssimo, além de tudo tenho ansiedade devido a esses problemas, até mesmo depressão… com tudo eu esto chorando”.

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