Assalto

ESCOLA É ASSALTADA E FICA SEM AULA
Republico matéria do jornal Diário de Natal, Cidades, 20/10/2010

A unidade de ensino Francisco Ivo foi arrombada e depredada. Há dois dias está fechada por falta de segurança
Francisco Francerle // Franciscofrancerle.rn@dabr.com.br

A ação de ladrões e vândalos deixou ontem a Escola Estadual Francisco Ivo totalmente às escuras, prejudicando 1.700 alunos que ficaram sem aulas. Eles invadiram a escola, arrombaram a secretaria, roubaram quatro ventiladores e, como não conseguiram entrar na sala de informática, eles arrancaram parte da fiação elétrica da escola, chegando até a afetar o transformador do estabelecimento, que corre o risco de não poder ser recuperado. Ontem, o vice-diretor Jorian de Souza Fontes, tentou uma audiência com o secretário Estadual de Educação, Otávio Augusto, para relatar a questão da situação de insegurança do estabelecimento e dizer que hão há dinheiro em caixa para fazer o conserto do serviço, mas a Secretaria de Educação estava também sem energia devido a uma pane no sistema elétrico. Hoje, a direção da escola fará uma nova tentativa de um contato com a Seec. Enquanto isso, os alunos seguem com dois dias sem aula.

Escola foi invadida e teve fiação elétrica e ventilador roubados. Direção quer reunião com a Secretaria de Educação Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press

Situada no cruzamento das avenidas Mário Negócio com Bernardo Vieira, no bairro de Dix-sept Rosado, a escola é uma das mais tradicionais da cidade inclusive na questão da insegurança. Há cerca de um ano, o Diário de Natal denunciou o problema ao mostrar a quadra de esportes totalmente depredada pelos vândalos que retiraram os alambrados e as folhas de alumínio do teto para vender e comprar drogas. Decorridos quase um ano da publicação da matéria, a quadra se encontra inalterada, o governo do Estado não a recuperou e os alunos continuam sendo prejudicados sem um local apropriado para a prática de educação física e esportes.

Segundo Joiran, é frequente as invasões à escola devido à falta de uma escala com mais de um vigia e à vulnerabilidade do estabelecimento que tem muros baixos. A parte mais crítica, explica ele, é do lado da avenida Bernardo Vieira, nas proximidades do antigo Centro Municipal de Saúde Infantil Sandra Celeste, onde até uma criança consegue transpor o muro dos fundos da escola com facilidade. Na audiência com o secretário, o vice-diretor iria pedir o apoio da secretaria para fazer o serviço na instalação elétrica para que os alunos não sejam mais prejudicados.

O próprio porteiro da escola, Paulo César Bezerra reconhece as dificuldades para conter os marginais no horário noturno. Eles invadem e ficam usando drogas aqui na escola, quando chamamos à Polícia Militar vem uma guarnição que apenas liga a sirene e sequer entra na escola. Quando so PMs saem, os marginais retornam. Consultado sobre o problema, o secretário de Educação, Otávio Augusto

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