Balanço da Petrobras desmonta discurso sobre preço da gasolina

Republico matéria do Blog do Zé Dirceu, 05/02/2013

ImageO balanço de 2012 divulgado pela Petrobras e a nota da presidenta da companhia, Maria das Graças Foster, colocam em seu devido lugar a questão do preço da gasolina. Fica claro que isso não foi e não é a principal causa da queda do lucro da empresa.

Os fatores apresentados por Graça Foster são vários e devem ser destacados e compreendidos. Até mesmo porque foi dado um aumento na gasolina em 2012, não repassado ao consumidor porque a CIDE foi zerada.

Vamos aos números. Em 2012, o lucro líquido consolidado da Petrobras foi de R$ 21,8 bilhões, uma queda de 36%.

Em comunicado ao mercado, Graça Foster diz que o resultado é “é explicado pelo aumento da importação de derivados a preços mais elevados, pela desvalorização cambial, que impacta tanto nosso resultado financeiro como nossos custos operacionais, pelo aumento de despesas extraordinárias como a baixa de poços secos e pela produção de petróleo que, embora dentro da meta estabelecida no PNG 2012-2016, foi de 1.980 mil bpd no Brasil, 2% inferior à de 2011”.

A importação de diesel e gasolina contribuiu para o prejuízo 130% maior da área de Abastecimento, de R$ 22,9 bilhões.

Tudo isso desmonta o discurso de que foi o preço da gasolina praticado no Brasil o responsável pela queda no lucro.

A questão decisiva é a manutenção dos investimentos, que está garantida, e o aumento nos próximos anos da produção de petróleo e gás – inclusive do pré-sal, com quase 300 mil barris por dia, um fato importante que parecia um sonho há alguns anos.

Como em 2013 haverá paradas programas de muitas plataformas – para melhorar a gestão da empresa –, a produção não deve crescer neste ano. Mas para 2014 em diante, a tendência é de alta significativa.

Além disso, a entrada em operação de seis novas plataformas comprova o ritmo adequado dos investimentos e de sua execução. O país pode contar com o petróleo e o gás para o seu crescimento.

Banco do Brasil

Do Banco do Brasil, também podemos esperar contribuição para o crescimento do país. A instituição anunciou que a infraestrutura deve ser o carro-chefe do crescimento da carteira de crédito neste ano.

Hoje, a carteira de atacado representa 46% dos financiamentos totais do banco. Esse número pode passar de 50% com a nova diretriz.

A ação do Banco do Brasil comprova a centralidade dos investimentos na política econômica do governo nos setores dinâmicos do crescimento: petróleo e gás, mineração e infraestrutura. E coloca o BB de novo na frente dos bancos privados no financiamento da produção, antecipando-se ao fato de que cada vez mais os ganhos do rentismo serão menores e o investimento produtivo será mais vantajoso a curso prazo no país. Até que enfim…

error: Conteúdo protegido para cópia.
Menu e Busca