Diretores de escolas na 1ª DIREC ordenam volta de funcionários sem permissão do governo

POR SINSP/RN, 03/08/2020

Em meio à pandemia da Covid-19, diretores de escolas da primeira DIREC, que engloba Natal, São Gonçalo, Extremoz e Macaíba, estão exigindo o retorno dos funcionários ao trabalho presencial. Enquanto isso, a direção da própria DIREC informou ao SINSP que não existe nenhuma ordem oficial nesse sentido. O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do RN informa aos servidores que receberam ordens de retorno, que devem solicitar o pedido por escrito do gestor.

A Primeira DIREC reiterou ao SINSP que não há nenhuma solicitação de retorno. Desta forma, os profissionais que receberem esse tipo de pedido não devem correr o risco de sair de casa durante a pandemia, a não ser que a solicitação venha por escrito e assinada pelos responsáveis competentes.

O SINSP/RN mais uma vez reitera que é preciso garantir a segurança dos trabalhadores seguindo as orientações básicas anunciadas pelos órgãos oficiais de saúde. Não é à toa que as escolas estão fechadas. Lembramos que a real intenção do distanciamento é conter a disseminação do vírus, que aumenta a cada dia no Rio Grande do Norte. Até a noite de sábado, no último boletim epidemiológico, a Secretaria de Saúde do RN informou que o número de casos confirmados era de 51.557, além de 62.855 suspeitos. 1879 pessoas morreram.

Lembre Mais

Em abril, o sindicato já havia levantado pauta de outros trabalhadores que estavam encontrando dificuldades impostas pelo Governo do RN para trabalhar de casa.

Em alguns setores, o Decreto Estadual nº 29.512, de 13 de março de 2020, alterado pelo Decreto nº 29.548, de 22 de março de 2020, previa que só teria o direito ao teletrabalho no executivo estadual, o servidor que solicitasse o trabalho remoto. Isso significava que em vez de seguir as recomendações da OMS para que a população ficasse dentro de casa em razão da pandemia do novo Coronavírus, os funcionários do Governo do RN seriam obrigados a solicitar esse teletrabalho e ficar à mercê do Estado deferi-lo ou não.

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