Na contramão da ciência, Fátima Bezerra flexibiliza comércio em meio à alta transmissão de COVID e situação crítica de leitos

POR SINPS/RN, 04/07/2020

“A decisão de reabertura das atividades econômicas proposta pelo Estado do Rio Grande do Norte e pelo Município de Natal/RN não foi respaldada por dados científicos consistentes” foi o que disseram o Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN), o Ministério Público do Trabalho no estado (MPT/RN) e o Ministério Público estadual (MP/RN) em nota emitida aos potiguares. 

Segundo o MP, o órgão recomendou ao Governo do Rn que a retomada das atividades econômicas só seria segura se fosse observada uma desaceleração da taxa de transmissão da COVID-19 e se a ocupação dos leitos públicos de UTI não fosse superior a 70%. Ainda de acordo com o MP, a governadora Fátima Bezerra embora tenha se comprometido a cumprir a recomendação, autorizou, no início da semana, a reabertura inicial da economia. 

Por outro lado, o próprio Comitê Científico do RN apresenta dados muitos preocupantes sobre o novo coronavírus no estado, especialmente em relação à taxa de contágio e ao número de leitos de UTI em situações crítica. Com isso, Fátima Bezerra tem ido contra a ciência e escolheu sair em defesa da elite econômica.

Outro aspecto relevante apontado pela nota é que um estudo realizado pelo LAIS, da UFRN, e publicado em 12 de junho de 2020, evidencia que a redução do isolamento social durante a pandemia em Natal, Parnamirim e Mossoró foi fator decisivo para o aumento do contágio e do número de mortes.

Reiteramos, segundo a nota do MP, que a ocupação de leitos críticos é de 90% da capacidade e a fila de internação não foi reduzida de forma segura. Além disso, 249 pessoas perderam suas vidas na fila de regulação em razão da falta de leitos. Logo, em vez de flexibilizar a economia, o Governo do Estado deveria já ter decretado o lockdown e medidas mais rígidas a fim de conter a disseminação do vírus.

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