POR CUT, 05/11/2018 A defesa da democracia no país deverá ser feita por meio das organizações da sociedade, defende a professora de filosofia da USP Marilena Chaui A resistência ao avanço do autoritarismo no país com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) deverá ser feita sob a forma da organização institucional, defende a professora de filosofia da USP Marilena Chaui. Segundo ela, essa é uma estratégia para fortalecer a atuação da sociedade civil por meio dos centros estudantis, sindicatos, associações, movimentos sociais, entre outros, que devem operar como grupos institucionalizados de pensamento e ação. “Vocês vivem um mundo que acabou, esse mundo de espontaneidade, do voluntarismo tem de ser colocado em compasso de espera para entrarmos em um processo lento para nossa organização institucional da resistência”, afirmou a professora, na última na quinta-feira (1) para os estudantes da universidade, em debate realizado no prédio de História e Geografia, para discutir como organizar a resistência diante da ascensão do governo de extrema-direita. Para ela, as manifestações espontâneas na rua neste momento não vão fortalecer a luta, mas representam uma ação que é esperada pelo governo que está alçando poder e que vai usar a repressão a essas […]