POR RBA, 01/04/2020 O Brasil já registrou inúmeras epidemias, e o colapso que se avizinha é incalculável. Mas abre perspectiva de uma nova maioria política e outra economia Por Gripe espanhola de 102 anos atrás (cena no Rio de Janeiro), derrubou o PIB em 2%. Perda da atual epidemia ainda é incalculável Desde o desembarque dos portugueses, o Brasil registrou inúmeras epidemias motivadas por razões internas e externas. Internamente, o avanço da devastação ambiental, como originalmente na Mata Atlântica para expansão dos canaviais, foi seguido pela proliferação de febres mortais variadas. E externamente, a atração de imigrantes (Europa, África, Ásia) e de animais (vacas, galinhas, porcos) favoreceu a disseminação de enfermidades avassaladoras (varíola, poliomielite, meningite). De toda sucessão de epidemias pela qual o Brasil percorreu ao longo do tempo, somente uma, a gripe espanhola, em 1918, impactou profunda e negativamente o comportamento da economia nacional. A queda estimada no PIB bruto foi de 2%, e de 4% no PIB por habitante. Embora aquela tenha alguma semelhança com a pandemia da covid-19, a economia da época refletia mais um país agrário dependente da exportação de produtos primários e da importação de bens manufaturados. Hoje, com a presença de 90% da população […]