POR VI O MUNDO, 12/04/2020 A insensatez dos planos de saúde por Mário Scheffer, na Folha Num esforço solidário sem precedentes, boa parte dos brasileiros acatou o afastamento social para frear o coronavírus e tentar evitar o colapso dos nossos hospitais. Ao custo humano do isolamento somam-se escolas fechadas, empregos perdidos e salários cortados, além da corrida do Sistema Único de Saúde (SUS) para readequar serviços, sabidamente precários e insuficientes, e coordenar a vigilância epidemiológica, as instituições de pesquisa e a produção de insumos. Enquanto o sacrifício aflige amplos setores da vida nacional, é insensata a movimentação dos planos de saúde, que ganharam do governo Bolsonaro pacote de recursos no valor de aproximadamente R$ 15 bilhões. O segmento de saúde suplementar, que em 2019 faturou R$ 213,5 bilhões, ainda não expôs ao país o que planeja para enfrentar a Covid-19. Muitos dos 47 milhões de seus consumidores, dentre os quais 6,5 milhões com mais de 60 anos, estarão infectados. Calcula-se que até 15% dos diagnosticados possam demandar internação e, desses, cerca de 5%, irão precisar de terapia intensiva. Como sempre foi, muita gente que tem plano privado será atendida em hospital público. Isso porque há planos com restrições de coberturas […]